domingo, 11 de julho de 2010


Esse mar me seduz

Mas é só para me afogar

Recorremos à dor para afogar uma ausência, porque a dor não mata, ela apenas nos joga ao mar.
Dener Rezende

sábado, 10 de julho de 2010

Estou bem.


A vida contem belezas tristes,
é cheia de angústias excitantes e
plena de chatices gostosas.

Amo a tensão do dia a dia,
Amo o inesperado do porvir,
Amo o arrepio do medo,
Amo a surpresa da alegria,
Amo a angústia da espera,
Amo a fadiga do labor,
Amo a perda da saudade,
Amo a pontada da tristeza,
Amo a gratuidade do triunfo,
Amo a efemeridade do prazer,
Amo a ansiedade da insônia,
Amo a solidão do silêncio,

Amo a vida, amo viver.

Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim.

Sem saída.


A estrada é muito comprida
O caminho é sem saída
Curvas enganam o olhar

Não posso ir mais adiante
Não posso voltar atrás
Levei toda a minha vida
Nunca saí do lugar
Adriana Calcanhotto - Sem Saída.

Give me strenght.


"Give me strength
To find...
The road that's lost in me...
Give me time
To heal...
And build myself a dream.
And give me eyes
To see...
The world surrounding me!
And give me strength...
To be...
Only me."
Dido - Give me strenght

Empty.


Sinto-me vazio
Não brinco, falo sério.
De meus olhos escorrem rios
De lagrimas
Que eu luto para esconder
Desastrosamente,
Pois sempre alguém me vê
Mergulhado em poças dáguas
Eu quero ficar só
Eu e as minhas magoas
A principio num lugar longínquo,
Bem longínquo
De qualquer um zombeteiro
De qualquer um ser doentio
Que menospreza e ri dos sentimentos alheios
Eu quero mergulha nas trevas
De meus pensamentos
Para abafar o som dos meus lamentos
Sem receio que alguém possa escutá-los
E desejar resgatar-me
Dos meus anseios
E dos meus tormentos
Estou sim despedaçado
E se alguém ousar chegar perto
Pode acaba ferroado
Sem ao menos saber o por quê.
Eu quero ficar só
Eu e as minhas magoas
A principio num lugar longínquo,
Bem longínquo
De qualquer um que me possa
Fazer o mal
Pois se alguém ousar chegar perto
Pode acaba ferroado
Sem ao menos saber o por quê.

Autor: Leonardo Silvestre

Só.


"Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei?

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
no deserto sem saudade, sem remorso
Sem amarras, barco embriagado ao mar"

Adriana Calcanhotto - Inverno

sexta-feira, 9 de julho de 2010

EM CARNE VIVA


Eu sou uma vastidão de sentimentos,
Eu sou alguém de fios desencapados.
Nos meus sentires tão exacerbados,
Eu vivo e morro em cada vão momento.
Aquilo que aos demais passa batido,
A mim é como lâmina ou punhal.
É êxtase, é júbilo sentido,
É forte e intenso feito vendaval.
Quem sabe numa próxima existência,
Me caiba o privilégio da inocência,
E o prêmio de uma vida linear.
Mas nesta eu me sinto em carne viva,
Exposta qual se fora uma mendiga,
Buscando eternamente o próprio lar.

Fátima Irene Pinto.
Em carne viva. O que isso lembra? Lembra dor. Escrevo sobre mim, e isso dói.
Eu me sinto nu, exposto, sem pele nem proteção, sujeitado ao frio glacial da rejeição que sempre temi.
Mas sei que a dor nos faz crescer. Por isso, estou enfrentando a mim mesmo, que tenta me impedir de sair porta à fora para o mundo. Sem forças, me conformo em apenas olhar pela janela, e imaginar como seria viver do lado de lá. Cá pra nós, aprendi muita coisa olhando as pessoas indo para lá e para cá. Mas, em meus momentos de solidão, aprendi sobre mim mesmo.

É fácil falar dos outros.
É fácil falar de outra coisa, que não é você.

Ora, se é tão doloroso falar sobre mim, por que o faço?
Ora, se não posso sair pela porta, então pulo a janela!